Rebeca Kodaira, de 22 anos, tem filha de 11 meses com Fabian Laumer, o DJ Nu. Eles moravam em Berlim e tocavam juntos. Ela compartilhou vídeos e diz ter fraturas no crânio e na face. Rebeca Kodaira, brasileira de 22 anos, diz ter sido agredida pelo namorado na Alemanha.

A brasileira Rebeca Kodaira, de 22 anos, acusou de agressão o DJ alemão Fabian Laumer, conhecido como DJ Nu. Os dois têm uma filha de 11 meses e moravam juntos em Berlim. Ela compartilhou fotos e vídeos nas redes sociais com o rosto inchado e ferido, e relatou as agressões.

Segundo Rebeca, a agressão aconteceu no dia 5 de dezembro, no apartamento deles em Berlim. Ela divulgou os vídeos e fotos nesta sexta-feira (28), após voltar com sua filha a São Paulo, na casa de sua família. Rebeca diz ao G1 que ainda tem fraturas nos ossos do crânio e da face.

O G1 tentou contato com Fabian, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Em sua página no Facebook, o DJ alemão de origem peruana negou ter agredido Rebeca e disse que ela estava internada por estar doente e por “auto abuso”.

Parceiros
Rebeca é produtora e também DJ, e havia gravado um disco em parceria com o DJ Nu, no projeto que ele schamaram de Renu. Eles faziam apresentações juntos pelo mundo.
Nu tem faixas conhecidas na cena da música eletrônica, como “Who loves the sun” (48 milhões de visualizações no YouTube), “Man o to” (12 milhões) e “Amor” (17 milhões).
Eles estavam juntos desde 2017. “Nossa relação era muito boa antes da nossa filha. A gente só viajava, fazia turnê. Depois da bebê nascer, eu não saía de casa. Isso foi me dando uma depressão. Eu fui ficando triste e doente”, diz Rebeca, que ainda teve na bexiga e nos rins após o parto.

A agressão
Rebeca narra o dia da agressão: “A nossa filha estava dormindo no apartamento, e ele estava consumindo drogas. Eu falei que ia dormir e fui para o outro quarto da casa”. Segundo ela, Fabian ficou irritado e ainda a acusou de ter roubado objetos dele.
“Ele falou que ia me matar. Eu mordi o dedo dele e pedi socorro. Ele tapou minha boca e meu nariz e eu fiquei inconsciente”, ela diz. “Eu fiquei uma hora desacordada. Quando acordei, lembro de a ambulância chegar.”
“No hospital, trocamos mensagens e ele pediu desculpas, disse que estava envergonhado”, ela diz. Segundo Rebeca, ele chegou a ser detido por uma noite. Depois, as autoridades alemãs proibiram Fabian de chegar a mais de 200 metros de distância dela, afirma a brasilera.

Luta pela filha e busca por advogado
Ela já pretendia voltar ao Brasil no dia 6 de dezembro, um dia após ser agredida. Mas a internação a fez adiar a viagem. Neste meio tempo, ela teve uma audiência inicial sobre a guarda da filha. Outra audiência sobre a guarda está marcada para fevereiro, em Berlim,
O jugamento da agressão ainda vai demorar cerca de três meses, segundo Rebeca. Ela afirma que não gostaria que ele fosse preso, mas que passasse por um tratamento de reabilitação. A brasileira ainda diz ter medo de perder a guarda da filha, por não conhecer advogados de direito de família na Alemanha.

‘Quero que ele se trate’
“Ele sempre foi um bom pai, um bom marido, mas tinha estes transtornos. Ele explodia e virava um monstro. Mas um monstro que eu conseguia controlar. Tentava me bater mas eu conseguia me defender. Eu falava para parar e ele parava. Eu nunca fiz nenhuma acusação porque eu preferia lutar pela família”, diz Rebeca.
Rebeca já produziu eventos de música eletrônica no Brasil e também na Alemanha. Ela diz que ainda não sabe onde vai morar a partir de agora. “Jamais voltaria a ter um relacionamento com ele. Mas teremos uma filha juntos para o resto da vida. Melhor para ele que sejamos amigos”.
“Não quero que agridam ele. Nunca fui a favor de violência. Eu quero que ele se trate. Que faça terapia. Que volte a ser a pessoa que eu conheci. Agredir ele não vai voltar no tempo e curar minhas feridas”, ela afirma.
Rebeca chora ao falar sobre as fraturas e diz que talvez tenha que passar por cirurgias para que o rosto não fique deformado e para retirar o queloide do lábio. “Eu queria muito que ele admitisse que me agrediu. Se ele pelo menos admitisse, eu tiraria todas as acusações”, diz.

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