Cesar Sanchez-Guzman acusou diretor de ataque em festa de 2003. Se resolução for aprovada pelo tribunal, ação será concluída de forma permanente. Bryan Singer chega à estreia de ‘O Hobbit: A desolação de Smaug’
Matt Sayles/Invision/AP
O diretor Bryan Singer concordou nesta quarta-feira (12) em pagar US$ 150 mil em um acordo para encerrar o processo no qual é acusado de estuprar um jovem de 17 anos em 2003. Segundo o site da revista “Variety”, caso a resolução seja aprovada pelo tribunal, a ação será concluída de forma permanente.
Em processo de 2017, Cesar Sanchez-Guzman diz que o cineasta o atacou sexualmente em uma festa em Seattle, nos Estados Unidos. Singer nega as acusações.
O acordo foi recomendado nesta quarta por Nancy James, administradora do processo de falência pedido por Guzman e aprovado em 2014. Ela pediu a reabertura do processo em 2018 alegando que os possíveis ganhos do homem no caso contra Singer deveriam ficar disponíveis a seus credores.
O acordo foi feito por James com os advogados do diretor de “Bohemian Rhapsody” (2018). Segundo ela, as acusações deveriam ter prescrito. A administradora também afirma que nenhuma prova da presença de Singer na festa foi apresentada.
O advogado do cineasta mantém a inocência de seu cliente e diz a decisão foi “puramente de negócios, já que os custos do processo iriam exceder em muito o valor pedido pela administradora”.
O acordo prevê que US$ 61 mil sejam destinados a credores, em sua maioria relacionados a dívidas de empréstimos estudantis, que não podem fazer parte da declaração de falência. Outra parte do valor será usada para pagar a administração do caso. Guzman ficará com resto.
Em janeiro, a revista “Atlantic” publicou acusações contra Singer envolvendo abuso sexual contra quatro adolescentes. Os advogados do cineasta negam as acusações.

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