Dupla americana de pop rock leve e influenciado pelo soul tocou para 6,5 mil fãs em São Paulo nesta terça-feira (11). Hall & Oates fazem show em São Paulo
Carol Mendonça/Divulgação
A estreia dos setentões Daryl Hall & John Oates no Brasil mostrou a boa forma da dupla americana. Pelo menos 40 anos depois de seu auge, eles tocaram seu pop rock leve e influenciado pelo soul para 6,5 mil fãs em São Paulo nesta terça-feira (11).
Quem foi ao show teve o prazer de se transportar para dentro da rádio Antena 1 por uma hora e 40 minutos.
Neste mundo paralelo, solo de sax é mais aplaudido do que solo de guitarra e vale berrar “ROCK N ROLL” para hits soft rock como “Maneater” ou “Out of touch”.
É também muito menor o uso de celulares para se fazer gravações de imagem terrível que ninguém jamais verá.
Como foi a estreia
No horário marcado, às 21h30, o show começou com um vídeo em que vários vinis aparecem no telão, com pequenos trechos dos maiores hits deles.
Além dos dois vocalistas e guitarristas, eles têm mais um sexteto se revezando no baixo, dois teclados, saxofone, percussão e guitarra. Cinco deles cantam, ajudando Oates nos vocais de apoio.
O show tem 15 músicas e pouca interação. Basicamente, Hall anuncia de qual álbum é cada canção a ser tocada, e Oates nada fala com a plateia.
“A gente não vinha tocando essa música antes e vocês são as primeiras pessoas a ouvirem, então…”, diz Hall, anunciando “One on One”, uma das mais pedidas da noite. Esquecida em shows anteriores, eles voltaram a tocá-la na turnê sul-americana.
Hall & Oates fazem show para 6,5 mil fãs em São Paulo
Carol Mendonça/Divulgação
Leves derrapadas
O show dá uma leve derrapada apenas a partir da segunda metade, nas lentas “She’s gone” (ruídos irritantes após problemas técnicos) e “Sara’s Smile” (quando a voz de Hall oscila entre falha e rouca).
Na sequência, Oates canta sua primeira como vocalista principal. A escolha dele é a longa “It is a star”. A música dispersa boa parte da plateia, a maioria acima dos 50 anos, com muitos casais.
O rumo é retomado no bis, mais agitado do que o resto do setlist. Ele começa com “Rich Girl” e termina com “You make my dreams”.
É uma grande escolha como trilha de volta ao mundo real. Onde os solos de sax e de tecladinho futurista do passado, infelizmente, ainda são bregas.

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