Depois de sucesso no Lollapalooza 2018, banda volta ao Brasil para três shows. Ao G1, vocalista diz que internet é responsável por discussões que antes eram evitadas. The Neighbourhood durante show no Lollapalooza 2018
Marcelo Brandt/G1
Depois de um show bem recebido pelo público no Lollapalooza em 2018, o The Neighbourhood está de volta ao Brasil para três shows em São Paulo e no Rio. O primeiro acontece nesta quinta-feira (12), no Tom Brasil (saiba mais no fim do texto).
Entre setembro de 2017 e março de 2018, a banda lançou três EPs e o terceiro disco de estúdio. A junção de tudo isso deu origem a outro álbum, “Hard To Imagine The Neighbourhood Ever Changing”, com 21 músicas. E esta é a turnê que será apresentada por aqui.
A razão para lançar os trabalhos tão perto um do outro é explicada pelo vocalista Jesse Rutherford, em entrevistaao G1. “A gente queria que as pessoas soubessem quem nós somos e não nos esquecessem.”
É nesta mistura de trabalhos recentes que estão músicas, que assim como nos discos anteriores, falam de amor, drogas e depressão. Para Rutherford, versar sobre saúde mental é algo cada vez mais popular na música pop e nas conversas das pessoas.
“Na verdade, a depressão sempre esteve por aí. A questão é que a conversa ficou mais aberta, mais falada e as pessoas ouvem sobre isso hoje em dia, principalmente por causa da internet. Mais opiniões são colocadas lá, todo mundo tem voz.”
Ele cita, como ponto positivos do tempos modernos. “a possibilidade de falar sobre coisas que as pessoas não queriam antes ou, simplesmente, não conseguiam lidar”.
A banda americana The Neighbourhood na capa do terceiro disco
Divulgação
Do mesmo jeito que entende a importância da discussão, o vocalista fica receoso com a comercialização do assunto. “Acho que muitas pessoas usam essa questão como uma tática para chamar atenção e vender, porque, é isso, é um tema popular agora”, pondera Rutherford.
Jesse solo
Depois da conversa com Rutherford, a sensação que fica é que ele é incansável, embora no palco sua performance seja no meio do caminho do sensual e do mórbido. O líder da banda queria mais, e é por isso que lançou os discos solo “GARAGEB&” (2019) e “&” (2017).
Ele diz que a carreira solo começou antes do Neighbourhood, mas não nega que aproveitou a “atenção que a banda chamou”. “Eu só queria fazer mais músicas e não acho que elas tinham a cara das músicas do The Neighbourhood.”
O que ficou para trás foi o sobrenome. Quando sozinho, ele é apenas Jesse. “Eu sinto que Jesse Rutherford é o vocalista do The Neighbourhood, então eu gosto de Jesse para a carreira solo.”
Questionado se o projeto pode atrapalhar a banda com Jeremy Freedman (guitarra), Zach Abels (guitarra), Mikey Margott (baixo) e Brandon Fried (bateria), ele diz que concilia os dois com tranquilidade.
Experiência no Lollapalooza
Foi em uma tarde ensolarada que os fãs do Neighbourhood cantaram sucessos como “Sweater Weather” e “Scary Love”, no festival em 2018.
Rutherford fez boa parte do show sem camisa, estendendo o jeito sensual que canta para sua performance no palco. Ele se limita a dizer que tocar no Brasil foi o “máximo” e que eles estão animados para tocar aqui de novo.
The Neighbourhood durante show no Lollapalooza 2018
Marcelo Brandt/G1
Os shows fora de festival tendem a ser diferentes, não só pelo tempo que é mais livre, mas também pelo espaço físico. Depois do autódromo de Interlagos, eles farão as apresentações em casas de show.
O vocalista, no entanto, diz que não tem um tipo preferido. “Eu amo o fato de podermos fazer os dois. Os shows grandes fazem os pequenos serem especiais e vice-versa.”
The Neighbourhood (SP)
Quando: Quinta (13) e sexta (14) às 21h30
Onde: Tom Brasil – Rua Bragança Paulista, 1281
Ingressos: De R$ 145 a R$ 520
The Neighbourhood (RJ)
Quando: Domingo (16) às 21h
Onde: Vivo Rio – Avenida. Infante Dom Henrique, 85
Ingressos: De R$ 130 a R$ 420

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